SISTEMA, CÁRCERE E VIOLÊNCIA:

AS MEMÓRIAS DO CARANDIRU E A POLÍTICA DE MORTE NO BRASIL

Autores

  • Ana Lucia C Alves Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP)
  • Maria Cristina Vidotte Blanco Tárrega Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP)
  • Cauã Patrik Reis Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP)

Palavras-chave:

Carandiru; Violência Institucional; Cárcere; Necropolítica

Resumo

O presente artigo parte da trágica memória do Massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, para analisar a continuidade da violência institucional praticada por forças policiais no Brasil. Apesar da tentativa de responsabilização dos envolvidos, observa-se que práticas abusivas, especialmente por parte da polícia, ainda persistem nas periferias e no sistema prisional. A proposta é contribuir para um debate acadêmico sobre como esses fatores estão interligados e influenciam a insuficiência do Estado no atendimento às necessidades dessa parcela da sociedade. Ao relembrar o passado e conceitos-chave nas ciências humanas, como necropolítica e biopoder, busca-se discutir alternativas para que atrocidades como Carandiru não sejam esquecidas, propondo uma reflexão crítica sobre a cultura do autoritarismo e a urgência da humanização da atuação policial, dentro e fora dos presídios. A pesquisa foi conduzida por meio de estudo de caso complementar a abordagem hipotética dedutiva utilizando revisão e análise documental.

Biografia do Autor

Ana Lucia C Alves, Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP)

Mestranda pela Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP), no Programa de Pós-Graduação em Direitos Coletivos e Cidadania. Especialista em Direitos Fundamentais e Direito Municipal pela Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (USP/RP). Especialista em Processo Penal pela Faculdade Damásio de Jesus. Especialista em Direito Público pela Faculdade Legale. Graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), campus Poços de Caldas. Atuou como professora da disciplina de Processo Penal na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Bolsista CAPES.

Maria Cristina Vidotte Blanco Tárrega, Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP)

Pesquisadora e extensionista, é mestre em Direito Civil e doutora em Direito Empresarial pela PUC-SP, com pós-doutorado em Filosofia do Direito pela Universidade de Coimbra. Professora titular da Universidade Federal de Goiás, atua no Programa de Pós-Graduação em Direito Agrário e também no PPG em Direitos Coletivos e Cidadania da Universidade de Ribeirão Preto. É bolsista de produtividade do CNPq e integra grupos de pesquisa sobre sociodiversidade e pluralismo jurídico. Desenvolve estudos em direito agrário, relações econômicas, etnodesenvolvimento e sustentabilidade, com enfoque nos direitos coletivos, povos e comunidades tradicionais e democracia participativa. Participa de redes internacionais de pesquisa, integra conselhos editoriais e é editora da Revista da Faculdade de Direito da UFG. Possui ampla experiência em orientação acadêmica, bancas examinadoras, avaliação institucional (INEP, CAPES, CNPq, FAPs) e cooperação internacional.

Cauã Patrik Reis , Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP)

Graduado em Direito pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Mestrando em Direito pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), campus de Franca. Advogado. http://lattes.cnpq.br/0669411870175120

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Publicado

2026-09-11

Como Citar

ALVES, A. L. C.; TÁRREGA, M. C. V. B. .; REIS , C. P. . SISTEMA, CÁRCERE E VIOLÊNCIA: : AS MEMÓRIAS DO CARANDIRU E A POLÍTICA DE MORTE NO BRASIL. Revista da Faculdade de Direito do Sul de Minas, [S. l.], v. 42, n. 1, p. e4212603, 2026. Disponível em: http://45.79.197.60/index.php/revistafdsm/article/view/809. Acesso em: 11 set. 2026.